Quem Somos
Um instituto dedicado à psicologia de Carl Gustav Jung
Conheça a história, a filosofia e a equipe do Instituto Dédalus — Psicologia Complexa.
O instituto Dédalus Psicologia Complexa nasce do desejo do professor Heráclito Pinheiro de oferecer um ensino rigoroso, de qualidade e acessível da psicologia complexa, compreendendo-a em seu contexto histórico, partindo sempre de uma base epistemológica e com uma preocupação com o seu método.
Inovação e Tradição no mesmo lugar
O instituto Dédalus psicologia complexa já fez dez anos desde sua fundação, sempre com uma preocupação em entender e respeitar a obra de Jung, ao mesmo tempo em que não desvia o olhar do presente, debatendo importantes questões políticas e culturais da atualidade como animes, cinema, redes sociais e quadrinhos. Prezamos sempre pelo rigor metodológico e conceitual indispensável a um trabalho científico comprometido.
Nossa formação
Estudo, escuta e método
Atuamos na formação de profissionais por meio de cursos e pós-graduações dedicados à Psicologia Complexa (junguiana), articulando a obra de Jung à Mitologia, à Filosofia, à Arte e às Ciências da Religião. Nosso compromisso é uma formação sólida, profunda, respeitando a singularidade de cada trajetória.
Originalidade
Horizontes únicos no Brasil.
Algumas das disciplinas do nosso curso não possuem paralelo em nenhum outro, como alemão junguiano, métodos de interpretação e história da psicologia complexa. Buscamos continuamente melhorar a experiência de nossos alunos, com um percurso formativo pensado didaticamente para favorecer o aprendizado da psicologia complexa de maneira prática e comprometida com a realidade.
Integração
Nosso percurso de aprendizado
A grade curricular da pós-graduação em psicologia complexa do instituto Dédalus foi integralmente baseada no currículo para a formação de psicoterapeutas sugerido pelo próprio Jung em carta:
Acho que seria proveitoso se o senhor comunicasse ao Prof. K a minha opinião sobre o currículo (da psicoterapia). Há tempos mandei ao professor Goring um memorando nesse sentido. Exijo sobretudo conhecimentos de psiquiatria clínica e das neuropatias orgânicas. Em segundo lugar, uma análise didática; 3. certo grau de formação filosófica; 4. estudo da psicologia dos primitivos; 5. ciência comparada das religiões; 6. mitologia; 7. estudo de psicologia analítica, começando pelo conhecimento da técnica de diagnóstico das associações e da técnica de interpretação de sonhos e fantasias; 8. aperfeiçoamento da própria personalidade, a saber, desenvolvimento e diferenciação das funções que precisam de formação. Estas são as exigências que faço a um aluno. Naturalmente, há poucas pessoas que podem satisfazer estas exigências, mas desde sempre me recusei a produzir artigos em série. Sobretudo, não gostaria de dar a impressão de que acho que a psicoterapia é um brinquedo intelectual de crianças.
Nosso Propósito
Oferecer ao maior número de pessoas uma formação séria e bem fundamentada em psicologia complexa, dando ao aluno a possibilidade de compreender as bases do pensamento de Jung — sua história, seu método, seu constante diálogo e empréstimos de outras disciplinas —, bem como a fundamentação epistemológica de sua obra, para que o saber sobre Jung não seja superficial e trivial, mas profundo e comprometido com a vida.
A figura
Carl Gustav Jung
Carl Gustav Jung nasceu num pequeno vilarejo da Turgóvia, Suíça, em 1875, e morreu em Küsnacht, às margens do Lago Zurique, em 1961. Passou toda a vida em sua Suíça natal, tirante a série de viagens pela França, Inglaterra, Itália, América do Norte, África e Índia. Quando ele nasceu, Freud tinha dezenove anos, Janet, dezesseis, e Adler, cinco. Jung foi, então, o mais jovem dos grandes pioneiros da nova psiquiatria dinâmica, e também sobreviveu a todos eles. E já que vivia na Suíça, um país neutro, não sofreu as adversidades que afligiram as vidas de Freud e Adler. A primeira metade da vida de Jung, de 1875 a 1914 — isto é, os anos de sua juventude, de sua carreira psiquiátrica, da associação com Freud e de sua subsequente separação —, se passou durante o período da “paz armada” europeia. Após a Primeira Guerra Mundial, ele fundou sua escola e expôs suas ideias em vários livros. Durante a Segunda Guerra Mundial e depois, afrouxou os laços com sua escola e expressou seus pensamentos de forma cada vez mais pessoal. Seus pacientes eram, no início, psicóticos institucionalizados de estratos sociais mais baixos; e depois, em sua maioria, neuróticos de classes mais altas.
Vida e trajetória
A vida de Carl Gustav Jung pode ser vista como um exemplo de ascensão social. Nascido numa família de classe média depauperada, foi um estudante sem dinheiro, começou sua carreira como médico em hospital psiquiátrico e como psiquiatra universitário, e então se tornou um psicoterapeuta de renome mundial e o fundador e líder de uma escola. Ao final da vida, personificou a figura quase lendária do “Velho Sábio de Küsnacht”, que pessoas de todas as partes do mundo iam visitar.
Certa vez, quando lhe perguntaram quem era, Miles Davis respondeu que havia mudado o rumo da música várias vezes em sua vida. Algo parecido pode ser dito de Jung. Como psiquiatra, ele teve um papel crucial na formação do conceito moderno da esquizofrenia e na concepção de que as psicoses têm uma origem psicológica, tornando-se, portanto, tratáveis pela psicoterapia. Enquanto durou sua associação com Freud, foi o principal arquiteto do movimento psicanalítico, inaugurando o rito da análise didática que se tornou a forma predominante de treinamento da psicoterapia moderna. Sua formulação dos tipos psicológicos, introvertidos e extrovertidos, e suas numerosas subdivisões geraram uma incontável quantidade de questionários. Sua atenção à constante relevância dos mitos serviu de incentivo ao renascimento dos temas míticos. Seu interesse pelo pensamento oriental foi o precursor da orientalização pós-colonial do Ocidente. Dedicado a reconciliar a ciência e a religião por meio da psicologia, seu trabalho tem-se deparado com infindáveis controvérsias a cada etapa do caminho. Embora inicialmente Jung tivesse usado a expressão “psicologia analítica” para designar sua psicologia, na década de 1930 ele a rebatizou de “psicologia complexa”. No volume comemorativo pelo sexagésimo aniversário de Jung, O significado cultural da psicologia complexa, Toni Wolff observou que, nos últimos tempos, ele passara a se referir a sua psicologia como psicologia complexa, especialmente ao abordá-la do ponto de vista teórico; em contrapartida, a expressão “psicologia analítica” era apropriada quando aplicada aos métodos práticos da análise psicológica. Em 1954, Jung escreveu: “Psicologia complexa significa a psicologia das ‘complexidades’, ou seja, dos sistemas psíquicos complexos em contraposição a fatores relativamente elementares”. Entretanto, com raras exceções, essa expressão não foi adotada pelos seguidores de Jung. Continua-se falando no singular da “psicologia analítica”; dentro de uma perspectiva descritiva, seria mais preciso, hoje, falar de um arquipélago de psicologias junguianas díspares. Tornou-se um anacronismo continuar fazendo referência à psicologia junguiana no singular — mesmo que a subdividindo em escolas.
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